Alto impacto em pesquisa e internacionalização

Segundo uma publicação recente organizada pela FAPESP, a UFABC tem o maior índice de impacto científico e internacionalização das pós-graduações da área de física no Brasil.

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Figura 1. Colaborações internacionais e impacto de citações normalizado na área de Física

Publicações na base InCites/Web of Science da área de física (Capes), instituições com programa de doutorado em física, notas 6/7 e UFABC (pontos azuis), instituições escolhidas de outros países (pontos vermelhos), 2010-2012. A seta indica a posição de destaque da UFABC. [Adaptado do Cap. 9 do livro Repensar a Universidade.] 

Trata-se do livro Repensar a Universidade: desempenho acadêmico e comparações internacionais (disponível online), organizado por Jacques Marcovitch, ex-reitor da USP cujo projeto foi realizado com apoio da FAPESP. Este livro contem uma série Indicadores de desempenho acadêmico e comparações internacionais de cursos e universidades. Em particular o capítulo 9 intitulado "Avaliação da Pós-Graduação, Publicações Científicas e Rankings Internacionais" de autoria de Renato H. L. Pedrosa e Micael W. Pereira,  trás uma excelente análise da área Física no Brasil e faz comparações entre a avaliação da CAPES e critérios/indicadores internacionais bem estabelecidos. Os autores focam em dois indicadores:

pie_chartImpacto de citações normalizado que está relacionado com o número de citações recebidas por artigos científicos normalizado de tal maneira que a média internacional da área de Física é igual a 1. 

pie_chartPercentual de colaborações internacionais que é o percentual de artigos publicados pelas instituições na área de física com colaboração internacional. 

Na figura 1, vemos que a UFABC ocupa lugar de destaque nos dois indicadores quanto comparada aos programa nota 6 e 7 da CAPES na área de Física. De uma perspectiva internacional da área podemos dizer que a Física da UFABC nestes indicadores está mais próxima de universidade de padrão mundial como Oxford, Cambridge, Imperial College (UK), Havard, Calthec e MIT (USA) do que suas contrapartidas nacionais. 

A  pesquisa em física realizada  na UFABC tem foco em impacto e no real avanço do conhecimento científico e tecnológico com intensa colaboração internacional.

Abaixo apresentamos alguns indicadores referentes aos anos de 2017 e 2018, utilizados pelo Comitê Assessor de Física e Astronomia para avaliar os programas de pós-graduação segundo a metodologia da CAPES.

 

Produção científica em cada estrato QUALIS CAPES sem cHEP

Percentual da produção científica do programa em cada estrato nos anos de 2017 e 2018 sem colaborações de física de altas energias (cHEP). 
A1 maior prestígio/impacto e B5 menor prestígio/impacto. 

75% nos estratos A1 e A2

88% nos estratos A1, A2 e B1

A124%
A251%
B113%
B25%
B34%
B42%
B51%
 

# total de artigos em cada estrato QUALIS CAPES

os números são referentes aos anos 2017 e 2018 sem a participação de cHEP

0estrado A1
0estrado A1 e a2
0estratos A1, A2 e b1
0todos os ESTRATOS

Média de artigos por docente por ano em cada estrato QUALIS CAPES

as médias se referem aos anos 2017 e 2018 sem a participação de cHEP 
esses indicadores estão substancialmente acima da média nacional  e dos números típicos de curso nota 6 e 7 
da última avaliação da quadrienal da CAPES

1.1

ESTRADO A1

3.6

ESTRATOS A1 e A2

4.2

ESTRATOS A1, A2 e B1

4.8

TODOS OS ESTRATOS

Bolsistas produtividade em pesquisa do CNPq

Outro indicador comumente usado nas avaliações é a presença de bolsista de produtividade em pesquisa do CNPq (cerca de 76% do corpo docente) 

0PQ nível 1A e 1B
0PQ nível 1C
0PQ nível 1D
0PQ nível 2

Física experimental de altas energias (HEP)

É importante mencionar que em toda auto avaliação que fazemos excluímos as publicações de grandes colaborações experimentais para evitar qualquer possível viés de avaliação. Entretanto consideramos que a participação nas grandes colaborações experimentais trazem contribuições importantes para o país e, em particular, contribuem em diversos aspetos ligados a formação de estudantes e internacionalização do programa. Mencionamos ainda que a participação nestas colaborações permitem que estudantes e docentes do programa atuem no desenvolvimento de instrumentação, planeamento e analise de dados de grandes experimentos que estão na fronteira do conhecimento científico e tecnológico. Este desenvolvimento, devido sua complexidade e seu custo, seria impossível sem o esforço multilateral de pesquisadores de diversos países.

Efetivamente temos 5 professores permanentes que fazem parte de grandes colaborações experimentais e 28 professores permanentes que não participam dessas colaborações. Todos os dados de produção científica discutidos acima se referem a este grupo de 28 docentes.

Atualmente temos participação nos seguintes experimentos:

LHC - CMS (Compact Muon Solenoid) - CERN Suíça 
LHC - Alice (A Large Ion Collider Experiment) - CERN Suíça 
Pierre Auger Observatory - Mendonza - Argentina 
CTA - Cherenkov Telescop Array 
Física Experimental de Neutrinos no Fermilab - USA 
   Dune - Deep Underground Neutrino Experiment 
   SBND - Short-Baseline Near Detector
   LArTPC - Liquid Argon Time Projection Chamber