A UFABC sediará, entre os dias 12 e 14 de dezembro, o 2nd Brazilian Physicists' Tournament, um torneio nacional que encoraja debates científicos entre alunos de graduação e de pós-graduação para a solução de problemas abertos em física. 

A competição é o braço brasileiro do International Physicists' Tournament (IPT) que reunirá times da UFABC, USP e UNICAMP. Ela servirá de seletiva brasileira para o Torneio Internacional que ocorrerá em 2020, em Varsóvia, Polônia.

O Comitê nacional do IPT conta com o apoio da Reitoria e do CCNH para a realização do evento na UFABC. Na programação, está prevista uma sessão de visita aos laboratórios da instituição acolhedora, semelhante ao tour que ocorre na etapa internacional. Será responsável por essa atividade a Central Multiusuário (CEM) de laboratórios da Universidade.

Confira mais detalhes sobre o 2nd Brazilian Physicists'Tournament em: 

https://pt-br.facebook.com/events/2454139388001211/

Assessoria de Comunicação e Imprensa UFABC

Cordelia Sealy | Materials Today - Usar a luz do sol para dividir a água em hidrogênio e oxigênio eficientemente poderia revolucionar a geração de energia. Células fotoeletroquímicas (photoelectrochemical cells PEC) podem converter fótons solares em hidrogênio e oxigênio, mas encontrar o material correto para compor elétrodos tem sido um desafio.

“A hematita tem sido a melhor candidata ao fotoanodo nas células do PEC há anos”, diz Flavio L. Souza, da Universidade Federal do ABC, “por causa de suas características intrínsecas e abundância, o que poderia permitir a tecnologia de fotoanodos baratos”.

Mas, apesar dessas promissoras previsões teóricas e décadas de pesquisa, as fracas propriedades de transporte eletrônico da hematita têm dificultado o desenvolvimento de um dispositivo PEC. Agora, no entanto, uma equipe de colaboradores liderada por Souza (UFABC), com Ricardo H. R Castro, da Universidade da Califórnia-Davis (EUA), está descobrindo os segredos da hematita, o que poderia levar a novos avanços na tecnologia PEC.

José Tadeu Arantes  |  Agência FAPESP - O calor flui dos objetos quentes para os frios. Quando um objeto quente entra em contato térmico com um frio, ambos evoluem para uma configuração de equilíbrio. O quente esfria e o frio esquenta. Esse é um fenômeno da natureza constatado pela experiência diária e explicado pela segunda lei da termodinâmica. Segundo essa lei, a entropia de qualquer sistema isolado tende sempre a aumentar com o tempo, até alcançar um valor máximo. A entropia é a grandeza que descreve o grau de indiferenciação de um sistema. Os sistemas isolados evoluem espontaneamente para estados cada vez mais indiferenciados. Um experimento, conduzido por pesquisadores da Universidade Federal do ABC (UFABC) e do Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), além de colaboradores de outras instituições do país e do exterior, mostrou que correlações quânticas afetam a maneira como a entropia se distribui entre as partes em contato térmico, alterando o sentido da chamada “seta termodinâmica do tempo”.

Materiais reais raramente se comportam como suas contrapartes digitais. A estabilidade dos compostos deve fazer parte do ônus da prova para prever as propriedades complexas da matéria. Artigo do Alex Zunger na Nature discute dilemas da área de Simulação Computacional de Materiais. Há uma série de cálculos teóricos que prevêem materiais exóticos com propriedades incríveis (topologias diversas, supercondutividade, etc). Ocorre que em muitos casos é impossível efetivamente fazer esses materiais no laboratório. O comentário da Nature é sobre um artigo que conta com a participação de Gustavo Dalpian da UFABC.

Veja detalhes em https://www.nature.com/articles/d41586-019-00676-y e no artigo original que motivou o comentário da Nature que está postado no arXiv (under review): https://arxiv.org/abs/1812.10573

destaque 2018 12 13

Uma equipe internacional de físicos de instituições do Brasil, Chile e Suíça analisaram a eficiência de sistemas de comunicação que utilizam fenômenos puramente quânticos para codificar, transmitir e processar informação. Os pesquisadores descobriram que quanto mais complexo for o fenômeno quântico utilizado pelo sistema, maior a sua eficiência. Por um estudo teórico e experimentos, o físico Breno Marques da Universidade Federal do ABC (UFABC) e seus colegas mostraram em que condições um sistema de comunicação puramente quântico supera a eficiência de um sistema clássico auxiliado pelo fenômeno quântico do emaranhamento.

Uma colaboração teorico-experimental envolvendo o Prof. Fernado Semião da UFABC e pesquisadores da USP, Suíca, Suecia, Reuino Unido, Austria e Alemanha, observou a produção de entropia em dois sistemas quânticos de escala intermediária, indicando que os sistemas passaram por um processo irreversível. O resultado foi publicado no Physical Review Letters e destacado como Editor's Sugestion. Máquinas clássicas como aquecedores não podem funcionar ao contrário - e efetivamente funcionar como refrigeradores - sem o aporte de energia extra. Tal cenário violaria a segunda lei da termodinâmica, que afirma que a entropia deve sempre aumentar. Em contraste, as equações da mecânica quântica implicam que os processos quânticos podem ser executados ao contrário. Atualmente, os pesquisadores não sabem como conciliar as duas estruturas.

A UFABC está na lista das universidade brasileiras que mais produziram ciência de impacto entre 2017 e 2018 no Nature Index. Ranking organizado pelo grupo Nature considera somente artigos em revistas de alto impacto. A UFABC é a sétima colocada no Nature Index Brasil. Este raking considera os seguintes indicadores: AC (Article Count) - contagem dos artigos publicados sem considerer co-autores de outras instituições e países. FC (Fractional count) - como os artigos podem ter autores de universidades diferentes, o FC está relacionado ao percentual de autores dos artigos publicados que pertenciam a cada universidade.

De acordo com a teoria da Relatividade Geral, desenvolvida pelo físico Albert Einstein, pelo matemático David Hilbert e por muitos outros cientistas, a geometria do espaço-tempo (isto é, a estrutura matemática que descreve o espaço e o tempo em que vivemos) depende da distribuição de matéria ao seu redor. Diversas previsões da Relatividade Geral já foram comprovadas experimentalmente. Por exemplo, o fato de o tempo passar mais lentamente no topo de um prédio alto do que em seu andar térreo foi medido por Pound e Rebka em 1959 em uma torre da Universidade de Harvard. Já a deflexão da luz ao passar perto do Sol foi medida por expedições inglesas que foram à Sobral (Ceará) e à ilha de Príncipe (África) durante o eclipse solar que acabou de completar 100 anos em 29 de maio próximo passado. Apesar dessas observações desafiarem o senso comum, talvez a previsão mais surpreendente da Relatividade Geral seja outra: a existência de regiões extremamente densas, denominadas buracos negros, que aprisionam todo e qualquer tipo de partícula e radiação que ali se encontram. Em outras palavras, a ação da gravidade é tão intensa em um buraco negro que nada, nem mesmo a luz, consegue escapar de seu interior.

 José Tadeu Arantes  |  Agência FAPESP – Certos fenômenos que ocorrem em buracos negros, mas não podem ser observados diretamente nas investigações astronômicas, podem ser estudados por meio de simulações em laboratório. Isso se deve a uma analogia peculiar entre processos característicos de buracos negros e processos hidrodinâmicos. O denominador comum de uns e outros é o fato de as propagações de ondas se darem de forma bastante similar.

Essa possibilidade é explorada em um novo artigo publicado na Physical Review Letters. O físico Maurício Richartz, professor da Universidade Federal do ABC (UFABC), é um dos autores do artigo, produzido pelo grupo de Silke Weinfurtner, da School of Mathematical Sciences da University of Nottingham, no Reino Unido. O trabalho teve apoio da FAPESP por meio do Projeto Temático “Física e geometria do espaço-tempo”, coordenado por Alberto Vazquez Saa.

destaque 2019 03 14Dopar semicondutores significa acrescentar pequenas quantidades de impurezas, em geral algum tipo de metal, às fórmulas desses materiais. A dopagem costuma aumentar a capacidade de conduzir eletricidade do semicondutor. Experimentos recentes, porém, vêm mostrando que, em alguns casos, a dopagem pode ter o efeito contrário, reduzindo a condutividade elétrica. Em artigo publicado essa semana na revista Physical Review Letters, uma equipe de pesquisadores da Universidade do Colorado em Boulder, Estados Unidos, incluindo o físico Gustavo Dalpian, da Universidade Federal do ABC, São Paulo, explica pela primeira vez os princípios físicos por trás desse fenômeno, chamado de antidopagem. O estudo teórico prevê quais tipo de materiais podem ser antidopados, vários deles utilizados em baterias de lítio.

Equipe formada por estudantes da UFABC conquista o 1º lugar nacional em seletiva para o Torneio Internacional de Física - International Physicist’s Tournament - IPT!
O evento ocorreu na última quinta-feira, dia 29/11/2018, no Campus São Bernardo do Campo. A equipe representará o Brasil no ano que vem, na competição mundial IPT 2019. Ao fundo da imagem há uma foto da equipe vencedora da seletiva nacional para o International Physicist’s Tournament - IPT.

Cecilia Chirenti, professora do PPG-Física da Universidade Federal do ABC (UFABC) foi selecionada para ser uma das Simons Emmy Noether Fellows de 2019-20 no Perimeter Institute for Theoretical Physics, do Canadá. A bolsa tem o objetivo de apoiar pesquisadoras em estágios iniciais ou intermediários da carreira científica, criando novas colaborações e acelerando o crescimento profissional das selecionadas. Com pós-doutoramento no Instituto Max Planck de Física Gravitacional (Instituto Albert Einstein, na Alemanha) entre 2007 e 2009, seu trabalho de pesquisa envolve o estudo de ondas gravitacionais e objetos compactos, como buracos negros e estrelas de nêutrons, usando a teoria da relatividade geral.

Você já ouviu falar sobre o Complexo Laboratorial Nanotecnológico da UFABC (CLN/UFABC)? O CLN foi criado em 2013, com a aprovação de proposta submetidano âmbito do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNANO). O primeiro ciclo do SisNANO foi finalizado recentemente, ressaltando a contribuição de conhecimento com vistas à inovação tecnológica, além de sua disponibilização ao setor produtivo. Como características essenciais destacam-se seu caráter multiusuário e de acesso compartilhado por pesquisadores das comunidades interna e externa, bem como seu funcionamento mediante requisição de serviços. Tal organização permite aos usuários, com atuação nos âmbitos acadêmico e setor produtivo, a utilização de infraestrutura moderna, com equipamentos e serviços técnicos especializados para favorecer do projeto na estruturação de laboratórios por todo o país. Na UFABC, o apoio promovido aos pesquisadores vinculados ao projeto e à construção da infraestrutura de pesquisa encontra-se disponível nas Centrais Experimentais Multiusuário da Universidade.

Um software que se destrói após apenas uma execução tem sido há muito tempo considerado um ideal inatingível para proteger informações privadas. Mas um time internacional de pesquisador envolvendo a UFABC e instituições da Áustria e Singapura, conseguiram realizar no laboratório esse importante conceito de segurança cibernética com a ajuda da tecnologia quântica. Para isso, sistemas físicos clássicos e quânticos foram combinados para formar um computador híbrido. O resultado foi publicado na revista "Nature Communications".

Programas de computador que só podem ser executados uma vez foram nada além de uma ilusão para especialistas em segurança por décadas. Os chamados programas "únicos" impediriam a transferência indesejada de dados e a manipulação e uso indevido do próprio software.

 

destaque 2018 11 14Recentemente, ATLAS e CMS, duas colaborações internacionais que analisam os resultados de colisões entre pares de prótons acelerados no Grande Colisor de Hádrons (LHC), da Organização Europeia para Pesquisa Nuclear (CERN), na Suíça, confirmaram uma propriedade fundamental do bóson de Higgs. No vídeo abaixo, dois membros da colaboração CMS, o físico Pedro Mercadante, da Universidade Federal do ABC (UFABC) e o físico Thiago Tomei, da Universidade Estadual Paulista (UNESP), comentam a importância do resultado.

ABC Makerspace, em São Bernardo do Campo, que foi “impresso” em madeira compensada e depois encaixado no campus da UFABC

 

Em uma ensolarada tarde de sábado, em abril, o designer Sandro Friedland, 42 anos, entrou em uma casa de fundos no bairro paulistano de Pinheiros disposto a dominar os segredos da impressora 3D. Pouco tempo depois chegou a desenvolvedora Gabriela Freitas, 26. Ela queria dicas para participar do Capture the Flag, competição que envolve a resolução de desafios relacionados à segurança da informação. No portão que dá acesso à casa não há placa de identificação. Apenas o discreto grafite de um guarda-chuva na fachada indica a atividade local: lá funciona o Garoa Hacker Clube, o primeiro e mais famoso hackerspace do Brasil, entre os cerca de 30 em atividade no país.

A tese de doutorado “Avanços teóricos e experimentais em Termodinâmica Quântica” de Tiago Barbin Batalhão recebeu o Grande Prêmio Capes de Melhor Tese na Área de Ciências Exatas e Engenharia em 2017. O trabalho foi desenvolvido sob a orientação do professor Roberto Serra dentro do Programa de Pós-graduação em Física da UFABC. A tese também recebeu o Prêmio de Melhor Tese da Área de Física. Segundo os organizadores do prêmio o PPG-Física da UFABC é o único programa com dois Grande Prêmios na Área de Ciências Exatas e Engenharia.