Grafeno para uso em implantes

Bloco de camadas de óxido de grafeno soldadas: mais leve que o titânio

 

Grande resistência mecânica, alta porosidade e ao mesmo tempo rigidez e biocompatibilidade são características de uma nova concepção de óxido de grafeno com potencial para uso em implantes ósseos. O grafeno 3D, resultado da junção de camadas desse material por meio de soldagem por plasma, é mais leve que o titânio, material utilizado em próteses. O grafeno é uma folha de átomos de carbono dispostos de forma hexagonal. “A ideia foi criar um grafeno 3D usando pedaços de 2D”, conta Douglas Galvão, professor da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Ele e os pós-doutorandos Pedro Autreto, da Universidade Federal do ABC (UFABC), e Cristiano Woellner, da Unicamp, participaram do desenvolvimento dessa configuração de óxido de grafeno com pesquisadores das universidades Rice e do Texas, nos Estados Unidos, e do Centro Internacional de Pesquisa Avançada de Metalurgia do Pó e Novos Materiais (Arci), da Índia. “O material agora parece uma cortiça porosa”, explica Galvão. “A alta porosidade é importante porque a rugosidade em nanoescala facilita a integração com as células do corpo.” O trabalho dos brasileiros foi financiado pelo Centro de Pesquisa em Engenharia e Ciências Computacionais (CCES), um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) da FAPESP.

 

Este texto foi originalmente publicado por Pesquisa FAPESP de acordo com a licença Creative Commons CC-BY-NC-ND. Leia o original aqui.