Complexo Laboratorial Nanotecnológico da UFABC

Você já ouviu falar sobre o Complexo Laboratorial Nanotecnológico da UFABC (CLN/UFABC)? O CLN foi criado em 2013, com a aprovação de proposta submetidano âmbito do Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologia (SisNANO). O primeiro ciclo do SisNANO foi finalizado recentemente, ressaltando a contribuição de conhecimento com vistas à inovação tecnológica, além de sua disponibilização ao setor produtivo. Como características essenciais destacam-se seu caráter multiusuário e de acesso compartilhado por pesquisadores das comunidades interna e externa, bem como seu funcionamento mediante requisição de serviços. Tal organização permite aos usuários, com atuação nos âmbitos acadêmico e setor produtivo, a utilização de infraestrutura moderna, com equipamentos e serviços técnicos especializados para favorecer do projeto na estruturação de laboratórios por todo o país. Na UFABC, o apoio promovido aos pesquisadores vinculados ao projeto e à construção da infraestrutura de pesquisa encontra-se disponível nas Centrais Experimentais Multiusuário da Universidade.

De acordo com o III Workshop do SisNANO, para a segunda fase do projeto prevê-se a consolidação dos laboratórios, bem como a reestrturação do plano de ação em novas áreas de atuação consideradas estratégicas.

O CLN/UFABC encontra-se estruturado para desenvolver pesquisa e produção de conhecimento com vistas à inovação tecnológica, além de sua disponibilização ao setor produtivo. Como características essenciais destacam-se seu caráter multiusuário e de acesso compartilhado por pesquisadores das comunidades interna e externa, bem como seu funcionamento mediante requisição de serviços. Tal organização permite aos usuários, com atuação nos âmbitos acadêmicos e setor produtivo, a utilização de infraestrutura moderna, com equipamentos especializados para favorecer oportunidaes de cooperações, futura comercialização dos produtos desenvolvidos e habilitação de recursos humanos para elaborar e gerenciar projetos na área de Nanotecnologia, tanto em escala laboratorial quanto industrial.

 

A atuação do CLN/UFABC tem sido essencial em quatro linhas estratégicas desenvolvidas na UFABC:
i) interação com o setor produtivo e cooperações nacionais e internacionais, por meio da disponibilização de serviços qualificados na área de Nanomateriais;
ii) registro de processos e produtos tecnológicos, bem como a transferência de tecnologias ao setor produtivo, apoiados pela estrutura da Agência de Inovação da UFABC (InovaUFABC), fortemente atuante nesses processos;
iii) formação de recursos humanos altamente qualificados na área de Nanotecnologia e Materiais Avançados para futura disponibilização ao setor produtivo e centros de pesquisa;
iv) produção e divulgação do conhecimento fomentado pela infraestrutura disponibilizada pelo CLN/UFABC.

Como resultados da atuação do CLN/UFABC, destaca-se o trabalho conjunto com as Divisões de Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia da InovaUFABC, contemplando o depósito de 55 processos de patente (até o final de 2018), bem como a responsabilidade por 126 acordos de PD&I e convênios vigentes, diretamente relacionados à implantação do CLN/UFABC. Em termos acadêmicos, ressalta-se que a infraestrutura compartilhada do CLN/UFABC compreende um grupo de 31 docentes usuários com seus respectivos grupos de pesquisa, englobando 83 doutorandos, 73 mestrandos, 14 pós- doutores e 13 alunos de iniciação científica. Vale ressaltar que as instalações do CLN/ UFABC atendem, ainda, cerca de 20 usuários externos, provenientes de empresas e de outras instituições de ensino superior nacionais e internacionais (Anton Paar, Beuth University, Embrapa, Fermilab, Leipzig University, Magneti Marelli, Petrobras, PUC- Peru, Universidade Antioquia, Suzano Papel & Celulose, UFRGS, USP). Dessa forma, demonstra-se a contribuição do CLN/UFABC para a formação de recursos humanos nos diferentes níveis acadêmicos, bem como sua importante atuação na interação da Universidade com o setor produtivo.

 

Prof. Dr. Fábio Furlan Ferreira
Profa. Dra. Daniele Ribeiro de Araújo
Centro de Ciências Naturais e Humanas - UFABC

 

Texto original publicado em: Pesquisa ABC (PROPES-UFABC)